A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, alcançando o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Segundo o levantamento, o país registra atualmente 5,64 milhões de pessoas desocupadas. Já a população ocupada chegou a 103,2 milhões de trabalhadores, refletindo a ampliação do nível de emprego no período. No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desocupação era de 5,4%, indicando nova queda.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 39,4 milhões, enquanto os empregados sem carteira somam 13,6 milhões. O contingente de trabalhadores por conta própria é de 26 milhões. Ao todo, o Brasil contabiliza 38,8 milhões de trabalhadores informais, o que corresponde a uma taxa de informalidade de 37,7%.
Outro destaque do período foi a renda média real do trabalhador, que alcançou R$ 3.574, o maior valor da série histórica. O rendimento apresentou crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 4,5% na comparação anual. A massa de renda real habitual paga aos trabalhadores ocupados totalizou R$ 363,7 bilhões, com alta de 2,5% no trimestre e de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024.
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e analisa todas as formas de ocupação, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e autônomos. São consideradas desocupadas apenas as pessoas que efetivamente buscaram trabalho. A pesquisa abrange cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.




