O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido, nesta quinta-feira (25), a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral em um hospital particular de Brasília. O procedimento, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), durou mais de três horas e transcorreu dentro do previsto, sem intercorrências, conforme informado pela equipe médica responsável.
A intervenção teve como objetivo corrigir hérnias nos dois lados da região abdominal. Embora uma delas estivesse em estágio inicial, os médicos optaram pela correção simultânea para evitar a necessidade de uma nova cirurgia no futuro. Durante o procedimento, foi implantada uma tela de polipropileno para reforçar a parede abdominal e reduzir o risco de novas hérnias.
Após a cirurgia, Bolsonaro foi encaminhado ao quarto, onde permanecerá em observação por um período estimado entre cinco e sete dias. Durante a internação, ele será acompanhado por equipe médica e realizará procedimentos de recuperação, como fisioterapia, com atenção especial à prevenção de complicações pós-operatórias, incluindo problemas vasculares.
Além do pós-operatório da cirurgia, a equipe médica avalia a necessidade de um novo procedimento para tratar crises de soluços persistentes que afetam o ex-presidente há meses. A possibilidade em análise é um bloqueio anestésico do nervo frênico, que poderá ser decidido após reavaliação clínica prevista para a próxima segunda-feira (29). A conduta inicial prioriza o ajuste de medicação e a observação da resposta ao tratamento.
Bolsonaro cumpre pena em regime de custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde novembro, por determinação judicial. Durante o período de internação hospitalar, ele permanece sob vigilância contínua, com acompanhamento de agentes da Polícia Federal, conforme estabelecido pela Justiça. A alta hospitalar dependerá da evolução clínica nos próximos dias e da capacidade de retomada dos cuidados básicos de forma independente.




