Em audiência pública realizada na manhã desta terça-feira, a Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa discutiu a situação crítica da ERS-389, a Estrada do Mar. O encontro, conduzido pelo presidente do colegiado, deputado Joel Wilhelm (PP), reuniu representantes de Capão da Canoa, Xangri-Lá, Santo Antônio da Patrulha, Imbé e Torres, que reforçaram a necessidade de intervenções imediatas ao longo dos 90 quilômetros que ligam Osório a Torres.
As lideranças relataram precariedade na sinalização, falhas de manutenção e acessos inadequados às praias. O secretário de Turismo de Xangri-Lá, Cristóvão Wolf, destacou que, embora o trevo de Imbé tenha contribuído para reduzir acidentes, as condições gerais da rodovia seguem inseguras. Entre as demandas apresentadas estão a instalação de sinalização refletiva, guard rails, melhoria dos acessos e implantação de vias laterais para ciclistas e pedestres.
O fluxo intenso, que deixou de ser limitado ao veraneio, foi outro ponto enfatizado. O assessor da Secretaria de Segurança de Capão da Canoa, Leonardo Santos, lembrou que o crescimento populacional acelerado fez com que a estrada operasse em carga máxima durante o ano inteiro, especialmente nos horários de pico. Ele também sugeriu a construção de elevadas em áreas comerciais, a retirada de raízes que danificam o pavimento e uma solução para o tráfego pesado.
A ausência de um ponto de resgate ao longo da rodovia preocupa autoridades e equipes de emergência. O tenente da reserva do Corpo de Bombeiros Militar, Gilmar Fraga, afirmou que a falta de uma base estratégica compromete o socorro às vítimas, o que foi reforçado pela bombeira civil Eliane Jungton, que relatou dificuldades frequentes para o acesso e estacionamento das viaturas em ocorrências.
Ao final da audiência, o deputado Joel Wilhelm informou que encaminhará todas as reivindicações ao DAER e à Secretaria de Transportes. Ele avaliou que as obras anunciadas pelo governo estadual ainda estão em fase inicial e ressaltou que, com a proximidade da temporada de verão, soluções emergenciais são indispensáveis. Uma nova audiência pública deverá ser realizada após o veraneio para avaliar o andamento dos projetos e as respostas do Executivo.




