Dois integrantes da Guarda Nacional dos Estados Unidos foram baleados durante uma ação de patrulhamento nas proximidades da Casa Branca, em Washington, na quarta-feira (26). Os militares foram identificados como Andrew Wolfe, de 24 anos, e Sarah Beckstrom, de 20. Ambos passaram por cirurgias e permanecem internados em estado crítico, segundo autoridades americanas.
O ataque ocorreu a cerca de dois quarteirões da sede do governo norte-americano e provocou o isolamento imediato da área, com reforço no esquema de segurança. O suspeito dos disparos, identificado como Rahmanullah Lakanwal, cidadão afegão, foi ferido e preso no local. Investigadores apuram a motivação do crime e o possível histórico de vínculos do autor com forças parceiras dos Estados Unidos durante a guerra no Afeganistão.
Após o atentado, a sede do governo federal chegou a entrar em protocolo de segurança, e o patrulhamento foi intensificado. Em resposta, o Pentágono anunciou o envio de mais 500 militares da Guarda Nacional para Washington, ampliando para mais de 2.500 o efetivo mobilizado na capital.
As investigações estão sendo conduzidas em âmbito federal, com a participação do FBI e outras agências de segurança. Mandados de busca foram cumpridos, inclusive na residência do suspeito, e pessoas ligadas a ele foram ouvidas.
A presença da Guarda Nacional em Washington foi ampliada desde agosto, quando o governo federal decretou situação de emergência criminal e autorizou o emprego de tropas para apoio às forças locais. A medida gerou questionamentos por parte de autoridades distritais e decisões judiciais recentes que discutem a continuidade da operação.
O caso elevou o nível de alerta na capital norte-americana e reacendeu o debate sobre segurança interna, uso das forças militares em policiamento urbano e controle de armas nos Estados Unidos.




