Julgamento sobre queda do voo Rio-Paris entra na reta final em Paris

Foto: Marinha do Brasil

O julgamento de apelação sobre o acidente do voo AF447, da Air France, que matou 228 pessoas em 2009, entrou em sua fase final nesta quinta-feira (27), em Paris. A Air France e a Airbus enfrentam acusações de homicídio culposo pelo desastre envolvendo um Airbus A330 que caiu no Oceano Atlântico durante a rota Rio de Janeiro–Paris, em meio a uma tempestade tropical.

Na quarta-feira (26), promotores pediram que a Corte de Apelações de Paris revertesse a decisão de um tribunal de primeira instância que havia absolvido as duas empresas em 2023, apesar de ter reconhecido falhas de conduta. Para a promotoria, houve negligência relacionada a problemas já conhecidos nos sensores de velocidade, falhas no compartilhamento de informações técnicas e deficiências no treinamento das tripulações.

Investigações conduzidas por autoridades francesas apontaram que o congelamento dos sensores de velocidade provocou a perda temporária dos dados de voo, levando o avião a entrar em estol. Segundo os investigadores, a tripulação não conseguiu reconhecer a situação a tempo. No entanto, o foco do julgamento está em eventuais responsabilidades das empresas, e não dos pilotos.

Em suas alegações finais, a Air France prestou homenagem às famílias das vítimas e negou que seus pilotos estivessem despreparados para lidar com emergências em grandes altitudes. A Airbus também defendeu-se das acusações e negou ter omitido informações.

O Ministério Público pediu a aplicação da multa máxima prevista para homicídio culposo corporativo, no valor de 225 mil euros para cada empresa. Familiares das vítimas acompanharam as sessões e relataram sentir, pela primeira vez em anos, que foram tratados com respeito durante o processo. A presidente da associação de vítimas, Daniele Lamy, que perdeu o filho no acidente, afirmou que a postura da promotoria trouxe reconhecimento ao sofrimento das famílias.

Os juízes devem levar meses para chegar a um veredito, e especialistas avaliam que o caso ainda pode se estender por anos devido à possibilidade de novos recursos.

Redação TV Litoral

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