Um médico estrangeiro foi afastado de forma preventiva da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana, após suspeitas de atuação sem registro profissional válido no Brasil. O caso foi identificado a partir de denúncia recebida pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e mobilizou a administração da unidade e a prefeitura.
Segundo o sindicato, o profissional estaria atuando na sala vermelha da UPA, setor responsável pelos atendimentos de maior gravidade, como emergências cardiológicas, traumas e casos críticos. Ainda conforme a entidade, há indícios de que ele teria utilizado login, senha e carimbo de outros médicos para registrar atendimentos.
A UPA é administrada pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), que informou que o afastamento ocorreu de forma preventiva e que solicitou esclarecimentos à empresa responsável pela contratação. O instituto declarou que o profissional possui diploma revalidado no Brasil, mas não se manifestou sobre a situação do registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
A Prefeitura de Canoas afirmou que irá instaurar processo administrativo para apurar os fatos e destacou que não compactua com irregularidades, reforçando que a gestão das UPAs é de responsabilidade da empresa contratada. O atendimento à população segue normalmente na unidade.
O Simers informou que irá encaminhar o caso ao Ministério Público, à Polícia Civil e ao Conselho Regional de Medicina do Estado para investigação. Também serão solicitadas à administração municipal e à empresa responsável as escalas médicas e a comprovação da regularidade dos profissionais que atuam nas unidades de pronto atendimento do município.
O caso segue em apuração.




