A Black Friday deste ano deve movimentar cerca de R$ 5,4 bilhões no comércio brasileiro, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O volume representa um crescimento real de 2,4% em relação ao ano anterior e confirma a data como a quinta mais importante para o varejo no país.
No Brasil, o impacto da Black Friday se estende por todo o mês de novembro, e não apenas na sexta-feira oficial, marcada para o dia 28. Os setores com maior volume de vendas devem ser hiper e supermercados, eletroeletrônicos, utilidades domésticas, móveis, vestuário e cosméticos.
A CNC aponta que a melhora do emprego e da renda, a desaceleração da inflação e a valorização do real frente ao dólar ajudam a impulsionar as vendas. Em contrapartida, juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias ainda limitam um crescimento maior.
O levantamento também indica potencial de descontos relevantes, especialmente em papelaria, livros, joias, perfumaria, utilidades domésticas, higiene pessoal e moda.
Com o aumento das promoções, cresce o alerta para golpes. Órgãos de defesa do consumidor recomendam atenção a preços irreais, verificação da reputação das lojas e preferência por sites seguros. Dados recentes indicam que 63% dos consumidores têm dificuldade em identificar golpes com uso de inteligência artificial, o que reforça a necessidade de cautela nas compras online.




