A construção da nova ponte que ligará Imbé e Tramandaí, no Litoral Norte, voltou a sofrer atraso após a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) solicitar um estudo complementar antes de liberar a próxima etapa do licenciamento. A obra, planejada para substituir o atual complexo Giuseppe Garibaldi e reduzir congestionamentos históricos, só deverá avançar após a conclusão do novo levantamento técnico, prevista para o fim de 2025.
A ponte recebeu licença prévia em dezembro de 2024, confirmando a viabilidade ambiental do projeto esperado há mais de duas décadas. No entanto, o processo depende agora da apresentação do estudo adicional, que está sendo elaborado por meio de um termo de cooperação com a Aegea, responsável pela sua doação. Somente após a análise desse material a Fepam poderá emitir a licença de instalação, etapa necessária para a abertura da licitação que definirá a empresa encarregada do projeto executivo e da obra.
Com investimento estimado em R$ 80 milhões — metade financiada pelo governo do Estado — a nova estrutura terá 150 metros de extensão e ligará a Avenida Nilza Godoy, em Imbé, às ruas Alfredo Elias e São Salvador, em Tramandaí. O projeto prevê uma ponte sem pilares no Rio Tramandaí, solução definida para evitar impactos sobre a população de botos que habita a região.
A alternativa escolhida substitui outra proposta avaliada anteriormente, que previa uma travessia de 1,6 quilômetro passando pela Lagoa do Armazém. Apesar de tecnicamente viável, o custo elevado, estimado em R$ 142 milhões, levou ao abandono dessa possibilidade.




