Venezuelana María Corina Machado vence o Nobel da Paz 2025

Foto: Federico Parra / AFP

A ativista e líder opositora María Corina Machado foi anunciada nesta sexta-feira (10) como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025, em reconhecimento ao seu trabalho em defesa dos direitos democráticos na Venezuela e por sua luta pacífica pela transição do país à democracia. O anúncio foi feito em Oslo, na Noruega.

Machado, ex-deputada e principal opositora do presidente Nicolás Maduro, teve seu mandato cassado em 2014 e foi impedida de disputar a eleição presidencial de 2024 por decisão da Suprema Corte venezuelana. Mesmo assim, seguiu atuando na oposição e chegou a ser presa durante protestos contra o regime.

Durante o anúncio, o Comitê Norueguês do Nobel destacou que María Corina “demonstra que as ferramentas da democracia também são as ferramentas da paz” e que sua atuação “personifica a esperança de um futuro em que os direitos fundamentais sejam respeitados”.

A premiação repercutiu internacionalmente. A União Europeia classificou o Nobel como uma “mensagem poderosa em favor da democracia”. Já o governo dos Estados Unidos, por meio do diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, criticou a decisão e afirmou que o comitê “colocou a política acima da paz” ao não premiar o presidente Donald Trump.

O Nobel da Paz inclui um prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões). A cerimônia oficial de entrega ocorrerá em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel, criador da premiação.

Em 2024, o reconhecimento foi para a organização japonesa Nihon Hidankyo, composta por sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki, pela luta contra as armas nucleares.

Clique aqui e veja os 10 últimos ganhadores do Prêmio Nobel da Paz.
  • 2025: María Corina Machado (Venezuela), líder da oposição e defensora dos direitos humanos e da democracia venezuelana.
  • 2024: Nihon Hidankyo (Japão), organização de sobreviventes das bombas atômicas, por sua luta por um mundo sem armas nucleares.
  • 2023: Narges Mohammadi (Irã), ativista presa por lutar contra a opressão das mulheres e pelos direitos humanos.
  • 2022: Ales Bialiatski (Bielorrússia), Memorial (Rússia) e Centro para as Liberdades Civis (Ucrânia), por documentarem crimes de guerra e violações de direitos humanos.
  • 2021: Maria Ressa (Filipinas) e Dmitri Muratov (Rússia), por defenderem a liberdade de expressão.
  • 2020: Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), por combater a fome e promover a paz em zonas de conflito.
  • 2019: Abiy Ahmed (Etiópia), pela reconciliação com a Eritreia.
  • 2018: Denis Mukwege (Congo) e Nadia Murad (Iraque), por combaterem a violência sexual como arma de guerra.
  • 2017: Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN), pela luta contra esse tipo de armamento.
  • 2016: Juan Manuel Santos (Colômbia), por encerrar décadas de conflito interno.
  • 2015: Quarteto para o Diálogo Nacional (Tunísia), por salvar a transição democrática no país.

Redação TV Litoral

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