O chefe do Hamas na Faixa de Gaza, Khalil Al-Hayya, anunciou nesta quinta-feira (9) o fim da guerra com Israel, após a conclusão das negociações mediadas pelos Estados Unidos, que resultaram em um acordo de cessar-fogo permanente. Al-Hayya afirmou ter recebido garantias do governo norte-americano sobre os termos do tratado.
Apesar do anúncio, Israel ainda não ratificou oficialmente o cessar-fogo. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu iniciou uma reunião nesta tarde, em Jerusalém, para discutir os termos do acordo, que foi assinado na noite de quarta-feira (8) por representantes de ambos os lados, sob mediação do presidente Donald Trump.
O plano de paz prevê fim imediato dos combates, troca de reféns e prisioneiros, e entrada de ajuda humanitária em Gaza. Também está prevista a formação de um comitê palestino de gestão local, supervisionado por um Conselho da Paz presidido por Trump, além da retirada gradual das tropas israelenses e desmilitarização do Hamas sob monitoramento internacional.
Segundo o documento, integrantes do Hamas que entregarem as armas poderão receber anistia, e os que desejarem deixar Gaza terão passagem segura para outros países.
O conflito, que durou dois anos, deixou quase 70 mil mortos e provocou destruição em grande parte da Faixa de Gaza. Enquanto em Gaza moradores comemoram o anúncio, Israel aguarda a decisão final do governo para a efetivação da trégua.




