O Rio Grande do Sul registrou nesta quarta-feira (8) o primeiro caso confirmado de intoxicação por metanol, substância presente em bebidas alcoólicas adulteradas. A vítima, um homem de 42 anos, deu entrada no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre, com sintomas como febre, dor abdominal, visão turva e alterações na percepção de cores. O caso está relacionado ao consumo de bebida alcoólica em São Paulo no último dia 26 de setembro. O paciente já recebeu alta hospitalar, mas permanece em acompanhamento médico.
O metanol é extremamente tóxico e seus efeitos podem surgir entre 6 e 72 horas após a ingestão. Inicialmente, os sintomas se assemelham à embriaguez comum, incluindo tontura, náuseas e sonolência. Nas fases intermediária e grave, podem ocorrer cefaleia intensa, convulsões, parada respiratória, danos oculares e até cegueira irreversível. O tratamento inclui o uso de antídotos como fomepizol ou etanol farmacêutico, e, em casos graves, hemodiálise para remover rapidamente a substância do organismo.
O governo do Estado publicou uma nota técnica orientando os serviços de saúde a notificarem imediatamente casos suspeitos e a acionarem o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) e a Vigilância Epidemiológica. As prefeituras devem acionar autoridades de segurança pública para localizar e apreender produtos suspeitos, especialmente em estabelecimentos comerciais ou produção clandestina. A investigação envolve forças de segurança, Vigilância Sanitária e Secretaria da Agricultura.
Além do caso confirmado, um segundo caso está em investigação em Porto Alegre, envolvendo um jovem de 23 anos que consumiu vinho.
O alerta reforça que quantidades mínimas de metanol podem ser fatais, sendo recomendada atenção a qualquer sintoma após o consumo de bebidas alcoólicas suspeitas. Procurar atendimento médico imediato aumenta significativamente as chances de reversão da intoxicação.




