O ministro Luiz Edson Fachin assumiu, nesta segunda-feira (29), a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em cerimônia realizada em Brasília. Natural de Rondinha, no Rio Grande do Sul, Fachin sucede Luís Roberto Barroso e ficará no cargo por dois anos. O ministro Alexandre de Moraes tomou posse como vice-presidente da Corte.
Em seu discurso, o novo presidente destacou a importância da independência do Judiciário e reforçou o compromisso com a Constituição. Fachin afirmou que o tribunal tem a responsabilidade de garantir a ordem constitucional e de manter o diálogo com os demais poderes, ressaltando a necessidade de previsibilidade nas relações jurídicas e de confiança institucional.
A sessão solene contou com a presença de autoridades, incluindo o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros do STF e representantes do Ministério Público. A ministra Cármen Lúcia, em nome do tribunal, ressaltou o simbolismo da posse diante do atual cenário nacional e destacou o perfil acadêmico e a trajetória de Fachin.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se manifestou, afirmando que a nova gestão traz expectativa de estabilidade e de defesa dos valores constitucionais.
Trajetórias
Edson Fachin nasceu em 1958, cresceu no Paraná e construiu carreira como advogado e professor universitário. Doutor em Direito pela PUC-SP, foi nomeado ao STF em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff. Entre 2022 e 2022, presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Já Alexandre de Moraes, nascido em São Paulo em 1968, é doutor e livre-docente pela USP. Iniciou a carreira como promotor de Justiça, foi secretário de Segurança Pública em São Paulo e ministro da Justiça em 2016. Nomeado ao STF em 2017, presidiu o TSE entre 2022 e 2024.
Com a nova gestão, Fachin e Moraes estarão à frente da mais alta instância do Judiciário brasileiro até 2027.




