O Lago da Fonte, no centro de Imbé, é habitat natural do jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris), espécie ameaçada de extinção e típica de áreas alagadas do leste do Brasil. Desde 2020, moradores relatam avistamentos de exemplares no local, incluindo filhotes, juvenis e adultos, o que indica circulação contínua da espécie entre o lago e lagoas próximas.
Segundo a bióloga Pâmela Antoni, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmapa), a permanência dos animais é um sinal de qualidade ambiental. Para garantir segurança e evitar interações de risco, a prefeitura instalou placas de alerta, cercamento parcial e proibição de pesca, banho e esportes náuticos.
Mesmo assim, há registros de pessoas tentando se aproximar ou atrair os jacarés. A orientação é clara: não alimentar nem interagir. Embora a espécie raramente ataque sem provocação, pode reagir ao se sentir ameaçada, além de ter hábitos alterados pela oferta de comida.
O jacaré-do-papo-amarelo pode chegar a três metros de comprimento e viver até 70 anos. No Lago da Fonte, a dieta observada é composta principalmente por peixes. Os animais costumam ser vistos em dias quentes, imóveis à beira da água.
O Ibama orienta a manutenção dos jacarés no local, reforçando que se trata de seu habitat natural. A prefeitura segue com monitoramento periódico e ações educativas. “É importante que a comunidade entenda que os jacarés fazem parte da fauna nativa e contribuem para o equilíbrio ecológico”, destaca Pâmela.




