O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi diagnosticado com câncer de pele em estágio inicial, conforme confirmou nesta quarta-feira (17) o médico Claudio Birolini, responsável pelo acompanhamento de sua saúde. As lesões foram removidas em procedimento realizado no último domingo (14), e não há necessidade de tratamento adicional, sendo recomendadas apenas reavaliações clínicas periódicas.
Do total de sete lesões suspeitas, duas foram identificadas como carcinoma de células escamosas, um tipo de tumor considerado intermediário em termos de agressividade. As lesões estavam localizadas no braço e no tórax do ex-presidente.
Na manhã do último domingo, Bolsonaro se dirigiu ao hospital DF Star, em Brasília, para remoção das feridas, recebendo também reposição de ferro por via endovenosa devido a quadro de anemia. Exames adicionais detectaram imagens residuais de pneumonia recente por broncoaspiração.
Dois dias após o procedimento, o ex-presidente apresentou mal-estar, pré-síncope e vômitos, o que motivou seu retorno ao hospital, onde passou a noite internado. Após hidratação e tratamento medicamentoso, ele teve melhora parcial, mantendo acompanhamento para anemia e alterações renais. Uma ressonância magnética do crânio não identificou alterações agudas, apenas quadro de sinosite.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de reclusão por liderar uma tentativa de golpe de Estado e outros crimes.




