A 21ª e última etapa da La Vuelta, Volta à Espanha 2025, que seria concluída em Madri, foi cancelada neste domingo (14) após manifestações pró-Palestina interromperem o percurso da prova. Milhares de manifestantes bloquearam trechos da Gran Vía e da Plaza de Cibeles, derrubaram barreiras de proteção e confrontaram a polícia, levando a organização a suspender a etapa para garantir a segurança dos ciclistas.
O pelotão foi detido no Paseo de la Virgen del Puerto e direcionado ao Campo del Moro, próximo ao Palácio Real, sem que houvesse cerimônia de pódio. Apesar da suspensão da etapa final, os resultados das classificações gerais e especiais já estavam definidos. Jonas Vingegaard, da equipe Visma, conquistou o título da Vuelta, somando seu terceiro triunfo em Grand Tours após vitórias no Tour de France em 2022 e 2023. Outras premiações ficaram com Mads Pedersen (camisa verde de pontos), Jay Vine (camisa de montanha) e Matthew Riccitello (camisa de melhor jovem).
O cancelamento da etapa foi motivado principalmente pelos protestos contra a equipe Israel-Premier Tech, ligada a Sylvan Adams, que tem relação com o governo de Israel. Durante a Vuelta, membros da equipe já haviam sido alvo de ataques em outras etapas, incluindo invasão do percurso, arremesso de objetos e bloqueios, gerando tensão crescente ao longo da competição.
Autoridades locais e nacionais se envolveram no episódio. O prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, criticou o governo central pela condução da situação, enquanto a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, também se manifestou, aumentando o clima de polarização política em torno dos protestos.
O cancelamento oficial da etapa marcou um desfecho inédito na história recente da Vuelta, com a chegada na cidade suspensa. Ainda assim, os ciclistas realizaram uma cerimônia de pódio entre si no estacionamento de um hotel, em meio a medidas de segurança e bloqueios de manifestantes, garantindo o reconhecimento dos vencedores das classificações.





