Uma comunidade terapêutica em Imbé, no Litoral Norte, foi alvo de uma fiscalização da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária na sexta-feira (12), após denúncias de irregularidades. Durante a ação, mais de 25 internos relataram estarem mantidos contra a própria vontade, sem autorização judicial para internação compulsória.
O responsável pelo local foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais. Entre os internos, havia um homem com mãos e pés amarrados e quatro adolescentes. Um inquérito policial será instaurado para apurar as circunstâncias do caso.
O Conselho Tutelar e a Assistência Social do município prestaram apoio aos adolescentes e aos demais internos que solicitaram deixar a comunidade. De acordo com o órgão, os jovens foram encaminhados aos responsáveis legais, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O prefeito de Imbé, Ique Vedovato, informou que a comunidade tinha licença para funcionamento, mas que será verificada a existência de irregularidades que possam justificar o fechamento do local. Alguns internos manifestaram interesse em permanecer no espaço, que já funcionou como lar de idosos e possui diversos quartos adaptados.
A Polícia Civil divulgou o telefone (51 98416-7999) para denúncias anônimas que possam colaborar com as investigações. O Conselho Tutelar reforça a importância de a população verificar se profissionais e clínicas de reabilitação possuem cadastro regular junto aos órgãos competentes, ressaltando que denúncias são fundamentais para proteger crianças, adolescentes e demais usuários.





