O documentário “Máfia do Apito”, produzido pelo Sportv, voltou a trazer à tona o escândalo de manipulação de resultados que marcou o Campeonato Brasileiro de 2005 e que até hoje provoca debates no Rio Grande do Sul. No segundo episódio da série, o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho reconhece que as manipulações influenciaram diretamente no resultado final da competição, que teve o Corinthians como campeão e o Internacional em segundo lugar.
Naquele ano, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou a anulação de 11 partidas apitadas por Edilson, após a descoberta de um esquema de apostas ilegais. O Inter venceu novamente o Coritiba, mas o Corinthians, que havia perdido duas das partidas anuladas, acabou somando pontos extras ao vencer o Santos e empatar com o São Paulo. A diferença de três pontos foi suficiente para garantir o título à equipe paulista.
O documentário também recorda outro episódio decisivo: o empate em 1 a 1 entre Inter e Corinthians, no Pacaembu, quando o árbitro Márcio Rezende de Freitas deixou de marcar pênalti em Tinga e ainda expulsou o jogador colorado. O próprio árbitro admite erro de posicionamento na análise do lance.
O caso da “Máfia do Apito” é considerado um dos maiores escândalos do futebol brasileiro e até hoje é lembrado pelos torcedores colorados como um campeonato perdido nos bastidores. No ano seguinte, o Inter se recuperaria com a conquista da Libertadores e do Mundial de Clubes, mas o Brasileirão de 2005 segue marcado por polêmicas que ganharam novo fôlego com a exibição do documentário.




