A cerimônia de abertura da Expointer 2025, nesta sexta-feira (5), em Esteio, foi marcada por protestos de produtores rurais. O grupo reivindicou apoio para renegociação de dívidas do setor, citando dificuldades financeiras agravadas por eventos climáticos.
Mesmo após o anúncio do governo federal de R$12 bilhões para auxiliar agricultores, a manifestação manteve-se durante a solenidade. Os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, foram vaiados pelo público. O governador Eduardo Leite também enfrentou críticas sonoras enquanto discursava.
O ato incluiu faixas pedindo securitização de dívidas, coroas de flores e balões pretos, que, segundo os manifestantes, simbolizariam agricultores que teriam perdido a vida em razão do endividamento. Cânticos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra Leite foram entoados ao longo do evento.
Parlamentares e lideranças políticas de oposição participaram do protesto, entre eles os deputados federais Luciano Zucco (PL), Giovani Cherini (PL) e Marcel Van Hattem (Novo). A organização do movimento afirmou que a mobilização seria apartidária, embora reconheça a presença de políticos no ato.
As lideranças setoriais, como os presidentes da Fetag e da Farsul, também discursaram durante a abertura e foram aplaudidas ao reforçar as demandas dos produtores, embora houvesse murmúrios quando mencionaram as medidas anunciadas pelo governo federal.
Apesar das vaias, a cerimônia seguiu sem interrupções graves. O acesso entre manifestantes e autoridades foi separado por barreiras físicas, evitando contato direto.








