A segunda edição do Seminário do Plano Rio Grande foi realizada nesta segunda-feira (1º), no auditório da Famurs, durante a Expointer, em Esteio. O encontro apresentou projetos de reconstrução e medidas de adaptação climática que estão em andamento no Rio Grande do Sul.
O evento foi conduzido pelo governador Eduardo Leite e pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), responsável pela coordenação do programa. O Plano Rio Grande reúne iniciativas voltadas à recuperação de áreas atingidas por enchentes, ao fortalecimento da infraestrutura e ao aumento da resiliência das comunidades gaúchas frente a novos eventos climáticos.
Entre os projetos em destaque estão a recuperação de estradas, como a RSC-287, que recebe obras de ampliação e elevação de pontes, além do programa Fundo a Fundo, que possibilitou o repasse direto de recursos emergenciais aos municípios afetados pelas cheias.
O seminário foi dividido em três painéis. O primeiro apresentou a estrutura de governança do Plano Rio Grande, organizada em eixos como diagnóstico, resiliência, preparação, emergência, recuperação e diálogo permanente com municípios e comunidade científica.
No segundo painel, os debates abordaram a atuação do Comitê Científico, responsável por avaliar propostas e articular projetos entre governo e academia. Um dos exemplos apresentados foi Eldorado do Sul, cidade fortemente atingida pelas enchentes, que terá o anteprojeto do sistema de proteção contra cheias atualizado pelo Estado. Também foram discutidos sistemas de contenção previstos para as bacias do Jacuí, Gravataí, Taquari-Antas, Caí, Sinos e Arroio Feijó.
A terceira parte do encontro teve como foco as ações da Defesa Civil. Foram detalhadas medidas de prevenção e resposta adotadas nos últimos dois anos, período marcado por desastres climáticos de grande impacto no Estado. Entre os investimentos em andamento está a contratação de novos radares meteorológicos para ampliar a cobertura de monitoramento no território gaúcho.
Com a realização do seminário, o governo reforçou a importância da integração entre gestores públicos, comunidade científica e municípios para avançar na reconstrução e preparar o Rio Grande do Sul para futuros desafios climáticos.





