O escritor Luis Fernando Verissimo foi sepultado na tarde deste sábado (30) no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre. A cerimônia foi restrita aos familiares. O autor de 88 anos morreu por volta de 0h40, em decorrência de complicações causadas por uma pneumonia.
Mais cedo, o corpo foi velado no Salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em cerimônia aberta ao público. O espaço recebeu familiares, amigos e leitores que prestaram as últimas homenagens ao escritor entre o fim da manhã e o meio da tarde.
Verissimo estava internado desde 11 de maio no Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha. Ele enfrentava problemas de saúde relacionados ao Parkinson, complicações cardíacas e dificuldades motoras decorrentes de um AVC sofrido em 2021.
Filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando deixou uma obra extensa, com mais de 70 livros publicados e milhões de exemplares vendidos entre crônicas, romances, contos e quadrinhos. Seu primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973. Além de escritor, foi colunista de jornais como Zero Hora, O Estado de S. Paulo e O Globo.
A morte do autor repercutiu entre autoridades, colegas de profissão e admiradores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o “talento múltiplo” do escritor. O governador Eduardo Leite decretou três dias de luto oficial no Rio Grande do Sul. Já a escritora Martha Medeiros o definiu como “absolutamente genial”.
Verissimo deixa a esposa, Lúcia, três filhos e dois netos.





