Os dois homens acusados de matar o empresário mineiro Samuel Eberth de Melo, de 41 anos, em 2023, em Santo Antônio da Patrulha, irão a júri popular. A decisão foi proferida nesta terça-feira (5) pelo juiz Rafael Gomes Cipriani Silva, da 1ª Vara Judicial do município. Os réus respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal e posse irregular de arma de fogo.
O crime teria sido motivado por fraudes comerciais envolvendo transações no ramo de revenda de veículos. De acordo com o Ministério Público, a vítima foi atraída de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul sob o pretexto de tratar de negócios, mas acabou executada a tiros em uma propriedade na zona rural. O corpo foi encontrado oito dias depois, coberto por vegetação e entulhos, em uma área de difícil acesso.
Os réus, Diego Gabriel da Silva — sócio da vítima — e Wellington Luiz Rodrigues da Silva, genro de Diego, permanecem presos preventivamente. As investigações apontam que ambos planejaram o crime e dividiram tarefas, adquirindo materiais e ferramentas com o objetivo de ocultar o cadáver e dificultar a investigação. Laudos periciais, depoimentos de testemunhas e provas coletadas, como mensagens de celular, vestígios de sangue em veículos, munições e uma pistola calibre 380, reforçaram os indícios de autoria e materialidade.
O juiz manteve as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e o intuito de assegurar a impunidade. O prejuízo estimado causado à vítima em razão das transações comerciais supera R$ 5 milhões. Ainda não há data definida para o julgamento.




