Um caso de violência extrema contra mulher foi interrompido no Litoral Norte do Rio Grande do Sul após a vítima conseguir pedir ajuda, discretamente, dentro de uma agência bancária em Tramandaí. O episódio ocorreu no último dia 21 de julho e levou à prisão preventiva do agressor, realizada pela Polícia Civil de Balneário Pinhal na segunda-feira (28).
Segundo informações da investigação, a mulher, de 58 anos, vivia em situação de cárcere privado há cerca de dois meses, sendo submetida a agressões físicas, ameaças com arma de fogo e tortura psicológica. O casal residia na Praia do Magistério, em Balneário Pinhal, para onde haviam se mudado recentemente após se conhecerem em Porto Alegre.
Durante uma saída monitorada para realizar um saque bancário, a vítima conseguiu fazer um gesto com as mãos, sinalizando que estava em perigo. O alerta foi compreendido pelos funcionários da agência, que acionaram as autoridades e acolheram a mulher no local. O suspeito fugiu, mas foi identificado e teve a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Tramandaí.
A Polícia Civil encontrou evidências no imóvel em Balneário Pinhal que reforçaram o relato da vítima. As janelas da casa estavam lacradas com pregos e foram localizadas algemas descartáveis, supostamente utilizadas para manter a mulher presa à cama. A investigação também apreendeu uma barra de ferro, que teria sido usada nas agressões.
Em depoimento, a vítima relatou episódios de tortura, incluindo a prática de “roleta-russa” com arma de fogo. Em uma das ocasiões, chegou a desviar de um disparo. Ela ainda afirmou que era forçada a realizar saques bancários e entregar o dinheiro ao agressor.
No momento da prisão, o homem, de 52 anos, portava um revólver roubado e foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma e receptação. Ele também responderá por tentativa de feminicídio, tortura, cárcere privado e roubo.




