Morre a cantora Preta Gil aos 50 anos durante tratamento contra o câncer

Foto: Reprodução

A cantora, apresentadora e empresária Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, em Nova York, nos Estados Unidos. A artista enfrentava um novo ciclo do câncer colorretal, diagnosticado em 2023, e estava em tratamento experimental no exterior. A informação foi confirmada por sua assessoria. A causa exata da morte não foi divulgada.

Filha do cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, Preta Gil nasceu em uma das famílias mais influentes da Música Popular Brasileira. Deixa um filho, Francisco Gil, de 28 anos, e uma neta, Sol de Maria, de 7.

Após um primeiro ciclo de tratamento bem-sucedido em 2023, a doença voltou em agosto de 2024, atingindo linfonodos, o peritônio e o ureter. Desde então, Preta passou por diversas internações e cirurgias, incluindo procedimentos de alta complexidade e uso permanente de bolsa de colostomia. Uma das cirurgias, em dezembro, durou cerca de 20 horas.

Mesmo durante o tratamento, manteve os fãs informados pelas redes sociais, compartilhando momentos de esperança e dificuldades, como o choque séptico enfrentado em 2023 e o fim de seu casamento com Rodrigo Godoy.

Preta Gil iniciou sua carreira como cantora em 2003, com o álbum Prêt-à-Porter, marcado por irreverência e empoderamento. Ao longo dos anos, lançou discos que misturaram diversos estilos musicais, como funk, samba e axé. Também atuou como atriz, apresentadora e empresária, fundando em 2017 a agência de marketing de influência Mynd, uma das maiores do país.

Criadora do “Bloco da Preta”, arrastou multidões no Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo. Paralelamente à sua carreira artística, foi uma voz ativa na luta contra o racismo, em defesa da igualdade de gênero, da comunidade LGBTQIA+ e da autoaceitação. Enfrentou publicamente questões como a obesidade, os efeitos do câncer e o uso da ileostomia, rompendo tabus com coragem e autenticidade.

Em agosto de 2024, lançou a biografia Preta Gil – Os Primeiros 50, em que abordou, entre outros temas, conversas íntimas com o pai sobre a finitude da vida e os desafios do tratamento. Na época, declarou que desejava seguir lutando e vivendo intensamente.

A morte de Preta Gil representa uma perda significativa para a cultura brasileira. Sua trajetória foi marcada pela arte, pela autenticidade e pela coragem de transformar a dor em voz pública. Seu legado segue vivo na música, na representatividade e na luta por um país mais inclusivo.

Redação TV Litoral

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