No dia em que Felipe Massa deixou seu carro no box da Williams ao fim da prova de Abu Dhabi em 2017, quando chegou em decimo lugar na corrida, ja se sabia que o Brasil teria um grande jejum de pilotos em equipes de ponta na principal categoria do Automobilismo Mundial. Desde essa data o pais nunca mais teve um piloto disputando uma temporada completa e em condições de pontuar na F1.
Pietro Fittipaldi, neto de Emerson, correu apenas dois GPs em 2020 substituindo Romain Grosjean, piloto acidentado a época, em uma equipe minúscula do grid, a Haas, e foi apenas isso e mais nada. Mas por que afinal os brasileiros não estão mais na elite das equipes? Para um pais que teve nomes como: Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Rubens Barrichello e o eterno ídolo e maior de todos, Ayrton Senna da Silva. Para você chegar à Formula 1 precisa de várias coisa. A mais importante, é o talento, aqui começa tudo, sem isso não tem como avançar, depois disso, são as categorias de base que fazem a diferença. No Brasil existe uma carência muito grande nesse sentido, atualmente existe apenas a Formula 4, mas que ainda esta em um nível muito abaixo da Europa.
A carência de uma categoria de base forte, como era nos anos 70 até 90 no Kart, onde passaram; Mauricio Gugelmin, Barichello, Christian Fittipaldi, Pedro Paulo Diniz, Luciano Burti, Ricardo Rosset e Ricardo Zonta. O exemplo disso é que por exatos dez anos desde de o fim da Fórmula Futuro, em 2012, até os surgimento da Fórmula 4, em 2022, não tivemos uma categoria de base capaz de formar novos pilotos. Os talentos brasileiros não tinham onde dar sequencia as suas carreiras, simplesmente não tinham onde correr aqui no Brasil. Para aqueles de tinham recursos, a única solução era cruzar o Oceano e competir na Europa em condições desiguais.
Como acontece em varias categorias esportivas no pais, faltam investimentos. O orçamento anual de uma equipe de Formula 1 é de aproximadamente US$ 145 milhões, em um teto definido pelo regulamento atual. Por isso, hoje temos nomes como Lance Stroll, seu pai o empresário Lawrence Stroll é dono de uma fortuna estimada em US$ 3,8 bilhões é quem das as cartas na equipe onde seu filho esta como piloto. O pai de Stroll comprou inicialmente a Force India, que foi rebatizada como Racing Point e depois como Aston Martin, atualmente é a terceira colocada no Ranking de Construtores.
A alternativa são os programas de formações de novos talentos, desenvolvidos por algumas equipes, os casos de sucesso são dos pilotos Lewis Hamilton, que chegou aos 13 anos na McLaren e Max Verstappen, cooptado aos 16 anos pela Red Bull. Mas o caminho é mais duro para aqueles que não são os escolhidos. Caio Collet, paulistano de 21 anos, esta vivendo essa experiencia, entre 2019 e 2022, fez parte da academia da Renault, hoje Alpine. Atualmente corre a Fórmula 3, penúltimo degrau antes da tão sonhada categoria principal, mas ja sabe que agora depende de resultados expressivos para seguir.
Além de Drugovich(Aston Martin), Enzo Fittipaldi(Red Bull), Matheus Ferreira(Alpine), existe uma pilota; Aurelia Nobels na equipe Ferrari. Todos buscam o mesmo feito de Gabriel Bortoleto, o paulista de Osasco, chegou a Formula 1 aos 20 anos de idade. Piloto da Kick Sauber, o brasileiro vem demostrando um bom desempenho, de acordo com as condições de seu carro e equipe. Após doze GPs disputado, ja marcou seus primeiros pontos, chegando em oitavo lugar na Austria, a frente de seu experiente companheiro, Nico Hülkenberg. Nas categorias de base foi Campeão da F3(2023), e F2(2024), Bortoleto fez parte do programa de desenvolvimento de pilotas da McLaren em 2023 e 2024.
O futuro do Brasil na Fórmula 1 ainda é incerto, mas a expectativa é muito grande, ja que o automobilismo assim como o futebol sempre foi e será eternamente uma paixão dos brasileros.




