O caminhoneiro Rogério Ferri, natural de Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, enfrentou mais um episódio extremo em sua trajetória pelas rodovias internacionais. Na última semana, ele ficou cinco dias retido devido a uma intensa nevasca no Paso de Jama, na Cordilheira dos Andes, em território chileno, a cerca de 4.200 metros de altitude.
Durante o período em que esteve isolado, Rogério enfrentou temperaturas negativas que chegaram a -7°C e aproximadamente 10 centímetros de neve acumulada na pista, o que impossibilitou a movimentação dos veículos. Além do frio, os efeitos da altitude foram os maiores desafios enfrentados: dores de cabeça, fadiga, enjoos, dores no corpo e dificuldade respiratória foram sintomas relatados pelo caminhoneiro.
Em registros feitos durante a nevasca, é possível ver diversos caminhões parados no trecho afetado, o que evidencia os riscos enfrentados por quem realiza o transporte de cargas através da Cordilheira dos Andes durante o inverno sul-americano.
Rogério já chegou ao seu destino, na cidade de Sullana, no Peru, onde conclui a entrega da carga antes de iniciar o retorno ao Brasil. A travessia pela Cordilheira, no entanto, não é novidade para o caminhoneiro. Em 2024, ele enfrentou uma situação ainda mais crítica, ficando três semanas preso na neve na mesma região. No ano anterior, sua viagem foi interrompida por enchentes no Rio Grande do Sul.
A trajetória de Rogério Ferri retrata os desafios vividos por milhares de caminhoneiros brasileiros que percorrem rotas internacionais, muitas vezes em condições climáticas adversas. Mesmo diante das dificuldades, ele segue firme, levando o nome de Osório pelas estradas da América do Sul.




