A Prefeitura de Torres irá realizar, no dia 28 de julho, licitação na modalidade concorrência pública, tipo menor preço, para concessão da implantação e operação do sistema de estacionamento rotativo pago no município. A proposta prevê a criação da chamada Zona Azul com 1.498 vagas distribuídas em 22 ruas e avenidas da área central e comercial da cidade.
De acordo com o edital, a medida visa melhorar o fluxo de veículos, garantir mais organização nas vias públicas e ampliar o acesso às vagas de estacionamento, especialmente em regiões com grande circulação. A expectativa da administração municipal é de que o sistema contribua para maior rotatividade nos estacionamentos, beneficiando tanto os usuários quanto o comércio local.
O novo modelo prevê a gestão automatizada e informatizada das vagas, com utilização de tecnologias como parquímetros digitais, totens de autoatendimento, sensores virtuais, fiscalização por videomonitoramento com câmeras OCRs embarcadas em veículos, além de emissão de autos de infração por meio eletrônico. O pagamento poderá ser feito via Pix, cartões de crédito e débito, e QR Code.
As tarifas estabelecidas são de R$ 2,00 para uma hora e R$ 4,00 para duas horas, sendo este o tempo máximo de permanência por vaga. O horário de funcionamento será de segunda a sábado, das 9h às 19h na alta temporada (15 de dezembro a 15 de março) e das 9h às 18h na baixa temporada (16 de março a 14 de dezembro).
A empresa vencedora será responsável por toda a instalação da estrutura do sistema, incluindo sinalização vertical e horizontal, equipamentos de controle e fiscalização, além do fornecimento dos recursos humanos necessários. O prazo para a implantação completa do serviço será de até 120 dias após a assinatura do contrato.
A concessão terá duração de 10 anos, com valor estimado em R$ 17 milhões. A remuneração ao município está estimada em cerca de R$ 3,2 milhões ao longo do período contratual.
A proposta de estacionamento rotativo em Torres tem histórico de tentativas anteriores. Em 2015, chegou a ser aprovada e parcialmente implementada, mas acabou sendo arquivada após manifestações populares e questionamentos judiciais. A pauta voltou a ser debatida em 2022 e teve seu projeto aprovado pela Câmara Municipal em fevereiro de 2023, abrindo caminho para a atual licitação.




