Uma associação de médicos do Reino Unido alerta para os riscos do uso de cigarros eletrônicos entre crianças e adolescentes. A entidade defende que os chamados vapes sejam menos atraentes e acessíveis ao público jovem.
O Royal College of Paediatrics and Child Health analisou cerca de 81 estudos sobre cigarros eletrônicos. A revisão encontrou associação entre o uso dos dispositivos e uma maior ocorrência de problemas respiratórios.
Entre os efeitos relacionados ao uso estão chiado no peito, tosse, problemas de saúde bucal e dentária, sono de baixa qualidade, sintomas oculares e problemas de saúde mental.
Também foram encontradas evidências de possíveis danos em bebês cujas mães utilizaram cigarros eletrônicos durante a gravidez.
Os especialistas alertam ainda para a relação entre o uso dos vapes, a dependência de nicotina e o tabagismo. Segundo a revisão, o cigarro eletrônico não deve ser considerado uma prática inofensiva entre crianças e jovens.
Uma pesquisa da organização Action on Smoking and Health aponta que quase um em cada cinco jovens de 11 a 17 anos no Reino Unido já experimentou cigarro eletrônico.
O governo britânico está discutindo novas medidas para reduzir o apelo dos produtos entre crianças, incluindo restrições às embalagens, à exposição dos cigarros eletrônicos nas lojas e aos sabores oferecidos.
Especialistas também defendem limites para sabores que possam atrair o público infantil e adolescente.
Entidades de saúde ressaltam que os cigarros eletrônicos podem ter um papel na tentativa de adultos fumantes de abandonar o cigarro convencional, mas afirmam que pessoas que não fumam, especialmente crianças e adolescentes, não devem utilizar os dispositivos.
As autoridades britânicas também informaram que já proibiram os cigarros eletrônicos descartáveis e que novas restrições à publicidade e ao patrocínio estão previstas.




