A família da bebê Lívia Innocente Ferreira, de quatro meses, que morreu no último dia 20 de julho em Osório, divulgou uma nota pública pedindo respeito ao período de luto e o fim das especulações sobre as circunstâncias da morte da criança. No comunicado, os familiares afirmam que todas as informações relacionadas ao caso serão apresentadas às autoridades responsáveis pela investigação e defendem que a apuração ocorra exclusivamente pelos meios legais.
Segundo a nota, a família confia na atuação das instituições e informa que as provas e esclarecimentos serão apresentados durante a investigação e, se necessário, ao Poder Judiciário, responsável por analisar os fatos e definir eventuais responsabilidades.
Os familiares também repudiam as acusações e manifestações direcionadas à mãe da bebê, afirmando que ela vem sendo alvo de julgamentos públicos enquanto enfrenta o luto pela perda da filha. A nota ressalta que a família busca preservar a memória da criança e proteger os demais familiares, especialmente o irmão de Lívia.
Ainda conforme o comunicado, toda a documentação médica referente ao atendimento da bebê já foi retirada junto ao Hospital São Vicente de Paulo e será encaminhada às autoridades competentes. A família destaca que o prontuário médico é protegido por sigilo legal e que sua divulgação sem autorização é vedada pela legislação.
Ao final, os familiares fazem um apelo para que sejam interrompidas a divulgação de informações não confirmadas e as manifestações que antecipem conclusões sobre o caso. Eles pedem empatia, respeito ao momento de luto e confiança no trabalho das autoridades para esclarecer os fatos.
A morte de Lívia ocorreu no dia 20 de julho e provocou forte comoção em Osório. Após a confirmação do óbito, familiares e amigos invadiram uma área do Hospital São Vicente de Paulo, causando danos à estrutura da instituição. Conforme informou o hospital na ocasião, profissionais de saúde também foram agredidos durante a confusão, sendo necessária a intervenção da Brigada Militar.
De acordo com informações divulgadas pelo hospital, a bebê estava internada com diagnóstico de bronquiolite viral aguda grave associada à pneumonia viral e evoluiu para insuficiência respiratória aguda. A instituição informou que, diante do agravamento do quadro, realizou a intubação da paciente e solicitou com urgência um leito de UTI Pediátrica, mas a transferência não ocorreu a tempo.
A família sustenta que procurou atendimento médico em diferentes oportunidades antes da internação e pede que seja apurado se houve falhas na assistência prestada. O Hospital São Vicente de Paulo afirmou, em nota divulgada anteriormente, que todos os recursos técnicos disponíveis foram empregados durante o atendimento e manifestou solidariedade aos familiares, além de lamentar os atos de violência registrados após o falecimento.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes, que irão investigar as circunstâncias da morte da criança e analisar a eventual existência de responsabilidades.




