O empresário Alexandre Bertolucci, cunhado do jogador Cristiano Ronaldo, negou envolvimento com rinhas clandestinas de galo após ser alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A manifestação foi feita por meio da defesa, que afirma que o criatório mantido pelo investigado é destinado ao melhoramento genético de aves da raça Mura e não à prática de atividades ilegais.
Segundo o advogado Lúcio de Constantino, o empresário foi surpreendido pelo cumprimento do mandado de busca e apreensão e sustenta que a criação segue critérios sanitários, com acompanhamento veterinário e foco no aprimoramento genético das aves.
A defesa também informou que, durante a ação policial, não foram apreendidos armas, celulares ou outros materiais na propriedade de Bertolucci, ao contrário do que ocorreu em outros locais fiscalizados. Conforme o advogado, o empresário ainda não prestou depoimento e pretende colaborar com as investigações assim que retornar de uma viagem ao exterior.
Ainda de acordo com a defesa, embora aves da raça Mura possam ser adquiridas por terceiros para utilização em rinhas, essa não seria a finalidade da atividade desenvolvida pelo empresário, que nega qualquer prática de maus-tratos ou criação voltada para combates entre animais.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Meio Ambiente, que deflagrou a operação na última semana em criatórios localizados nos municípios de Gramado e Igrejinha, na Serra Gaúcha.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais fiscalizaram cerca de 1.500 aves, muitas delas em situação de maus-tratos, conforme informou a Polícia Civil. Também foram apreendidos documentos relacionados à comercialização dos animais, aparelhos celulares e uma arma de fogo em alvos da operação.
As investigações tiveram início após denúncias de que os criatórios estariam reproduzindo, comercializando e treinando galos da raça Mura destinados a rinhas clandestinas. Segundo a Polícia Civil, alguns exemplares chegam a ser negociados por valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.
O caso segue em investigação, e a Polícia Civil apura se os criatórios tinham participação na criação e comercialização de aves para rinhas ilegais. Até o momento, não há conclusão sobre a responsabilidade dos investigados.




