O preço da carne bovina deve voltar a subir no Brasil nos próximos meses, com expectativa de aumento mais acentuado no último trimestre de 2026. A projeção é atribuída à combinação entre a redução da oferta de animais para abate, o aumento do consumo durante as festas de fim de ano e a retomada das exportações para a China.
De acordo com analistas do setor, a tendência de queda observada recentemente no preço do boi gordo deve ser temporária. A expectativa é que, nos últimos meses do ano, os frigoríficos ampliem a produção destinada ao mercado chinês, ao mesmo tempo em que cresce a demanda interna por carne bovina no período de Natal e Ano-Novo.
Neste ano, o Brasil atingiu o limite da cota de exportação de carne bovina para a China com tarifa reduzida. Após o esgotamento desse volume, as exportações passaram a enfrentar uma alíquota maior, reduzindo a competitividade do produto brasileiro até a renovação da cota, prevista para janeiro de 2027.
Mesmo com essa redução temporária das vendas ao mercado chinês, especialistas avaliam que não haverá excesso de carne disponível no mercado interno. Isso porque os frigoríficos vêm diminuindo o ritmo de abates, o que limita a oferta do produto.
Outro fator que pode influenciar o mercado é a previsão de tempo mais seco nos próximos meses. A redução das chuvas tende a comprometer as pastagens, dificultando a engorda do rebanho e reduzindo a disponibilidade de animais prontos para o abate.
Embora o consumo doméstico ainda apresente ritmo moderado e a recente queda no preço pago ao produtor tenha proporcionado um alívio temporário ao consumidor, a avaliação do mercado é de que o conjunto desses fatores deve pressionar os preços da carne bovina no varejo até o encerramento de 2026.




