Estado assina contratos para ampliar estudos batimétricos em rios e lagoas do Litoral Norte

Foto: João Rodrigues/Secom

O Governo do Rio Grande do Sul deu início, nesta quarta-feira (1º), a uma nova etapa dos estudos batimétricos em rios e lagoas do Estado, com investimento de R$ 7,8 milhões por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A assinatura dos contratos e das ordens de serviço ocorreu em Imbé, com a presença do governador Eduardo Leite.

A iniciativa integra as ações do Plano Rio Grande e tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a dinâmica dos corpos hídricos, subsidiando ações de prevenção a enchentes, gestão dos recursos hídricos e futuras intervenções de desassoreamento.

Os novos levantamentos foram divididos em três blocos, com investimento aproximado de R$ 2,6 milhões cada. Dois deles contemplam diretamente o Litoral Norte. O primeiro abrange a porção norte da Bacia do Tramandaí, incluindo a Lagoa dos Quadros, Lagoa dos Barros, os rios Três Forquilhas e Maquiné, além de outros sistemas fluviais e lagunares da região. O segundo contempla a porção sul da bacia, incluindo o Rio Tramandaí e as lagoas da Pinguela, Peixoto, Marcelino, Fortaleza, Gentil e Custódias.

O terceiro bloco será executado nas bacias hidrográficas do Alto Jacuí, Pardo e Vacacaí-Vacacaí Mirim, no interior do Estado.

Com a assinatura dos contratos, as empresas responsáveis estão autorizadas a iniciar os trabalhos de campo. Os dados obtidos serão disponibilizados posteriormente no Portal da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (Iede) e servirão de base para estudos hidrológicos, atualização de planos de contingência, planejamento de ações da Defesa Civil e avaliação da necessidade de intervenções como dragagem e desassoreamento.

Os levantamentos utilizam equipamentos de alta precisão, como ecobatímetros com tecnologia de sonar, sistemas de georreferenciamento por satélite, receptores GNSS e drones equipados com sensores a laser. A combinação dessas tecnologias permite mapear o relevo submerso e as margens dos rios e lagoas, gerando modelos digitais que auxiliam na previsão do comportamento dos cursos d’água durante eventos climáticos extremos.

Em março deste ano, o Estado divulgou os resultados preliminares dos primeiros estudos realizados nas regiões Metropolitana, Taquari-Antas, Baixo Jacuí e Guaíba. Conforme o levantamento, não foram identificadas alterações significativas nos trechos analisados quando comparadas as condições anteriores e posteriores às enchentes de 2024.

Redação TV Litoral

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