Alerta sanitário por raiva herbívora em Caraá acende atenção para risco de avanço da doença no Litoral

Foto: Reprodução

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) emitiu, na última quinta-feira (11), um alerta sanitário para a ocorrência de raiva dos herbívoros em Caraá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A medida foi adotada diante da confirmação de focos da doença no município e da possibilidade de disseminação para cidades vizinhas, incluindo Maquiné, Rolante e Riozinho.

O alerta busca reforçar as ações preventivas junto aos produtores rurais da região, especialmente a vacinação e revacinação dos rebanhos de bovinos, bubalinos, equinos, ovinos e suínos. Segundo a Seapi, a raiva é uma enfermidade que pode ser controlada por meio da prevenção, sendo a imunização dos animais a principal ferramenta para evitar novos casos.

De acordo com o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da secretaria, Wilson Hoffmeister, a doença já vem sendo registrada em diferentes áreas da Serra e do Litoral desde o ano passado. A emissão do alerta também tem como objetivo incentivar os produtores a comunicarem a localização de possíveis abrigos de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus.

Em 2026, o Rio Grande do Sul contabiliza 45 focos ativos da doença distribuídos em dez regiões do Estado. Este é o terceiro alerta sanitário emitido pela Seapi neste ano.

A raiva dos herbívoros é considerada uma zoonose de alta gravidade e apresenta taxa de letalidade de 100% após o surgimento dos sintomas. A enfermidade afeta o sistema nervoso central de mamíferos, como bovinos, equinos e ovinos, sendo transmitida principalmente por morcegos hematófagos da espécie desmodus rotundus.

Entre os sinais clínicos mais comuns estão isolamento do animal, dificuldade para se alimentar ou engolir, salivação excessiva, falta de coordenação motora e paralisia progressiva. Após o aparecimento dos sintomas, a morte ocorre em poucos dias.

Além dos prejuízos econômicos para a pecuária, a doença também representa risco à saúde humana. A transmissão pode ocorrer por meio do contato com a saliva de animais infectados, especialmente durante o manejo sem equipamentos de proteção adequados.

A Seapi orienta que produtores rurais de Caraá, Maquiné e demais municípios vizinhos mantenham a vacinação dos rebanhos em dia e comuniquem imediatamente qualquer suspeita da doença ou identificação de abrigos de morcegos hematófagos às Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária. A captura desses animais deve ser realizada exclusivamente pelas equipes especializadas dos Núcleos de Controle da Raiva Herbívora da secretaria.

O órgão ressalta que a prevenção continua sendo a medida mais eficaz para evitar a propagação da doença e proteger tanto os rebanhos quanto a população rural da região.

Redação TV Litoral

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