A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso envolvendo o Banco Master, apresentou uma proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta terça-feira (5). O material será analisado pelos órgãos responsáveis, que poderão aceitar, solicitar complementações ou rejeitar o acordo.
A proposta está estruturada em diferentes anexos, cada um tratando de temas específicos relacionados às investigações. Segundo as informações, o conteúdo inclui a indicação de pessoas supostamente envolvidas e possíveis meios de comprovação das alegações. No entanto, documentos ou provas ainda não foram apresentados, o que deve ocorrer apenas caso o acordo avance.
Se houver entendimento favorável, a PF e a PGR poderão agendar depoimentos com o investigado para formalizar a colaboração. O eventual acordo de delação deverá ser posteriormente submetido à análise do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vorcaro, de 42 anos, ganhou notoriedade no mercado financeiro ao assumir o controle do Banco Máxima, rebatizado posteriormente como Banco Master. A instituição adotou uma estratégia agressiva de expansão, mas entrou em crise, culminando na liquidação decretada pelo Banco Central após impasses em uma tentativa de venda.
O banqueiro foi preso inicialmente em novembro de 2025, sob suspeita de fraudes contra o sistema financeiro, ao tentar deixar o país. Ele voltou a ser detido em março de 2026, no contexto das investigações em andamento.
O caso segue sob apuração das autoridades, que buscam esclarecer eventuais irregularidades envolvendo a gestão da instituição financeira.




