O Litoral Norte do Rio Grande do Sul contabilizou 791 ocorrências de violência contra a mulher entre 1º de janeiro e 7 de abril de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul. O volume representa uma média de 8,1 registros por dia na região.
Entre os tipos de ocorrência, a ameaça lidera com 440 casos, seguida por lesão corporal, com 323 registros. Também foram contabilizados 16 estupros, três tentativas de feminicídio e dois feminicídios consumados, registrados nos municípios de Mostardas e Tramandaí.
Os municípios com maior número de ocorrências são Capão da Canoa, com 158 registros, seguido por Tramandaí (128), Torres (89), Imbé (76) e Osório (62). Por outro lado, Capivari do Sul, Dom Pedro de Alcântara e Três Forquilhas não registraram ocorrências no período.
No cenário estadual, o Rio Grande do Sul soma 14.499 casos de violência contra a mulher em 2026 até o início de abril. Os registros do Litoral Norte correspondem a 5,46% desse total.
Os dados detalhados por município indicam variações nos tipos de ocorrência. Em Arroio do Sal foram registrados 13 casos de ameaça, dois estupros e 15 lesões corporais. Em Balneário Pinhal, são 34 ameaças e 25 lesões. Capão da Canoa contabiliza um feminicídio tentado, 84 ameaças, dois estupros e 71 lesões.
Outros municípios também apresentam registros relevantes, como Imbé, com 40 ameaças, três estupros e 33 lesões, e Torres, com um feminicídio tentado, 43 ameaças, dois estupros e 43 lesões. Em Osório, houve uma tentativa de feminicídio, 40 ameaças, três estupros e 18 casos de lesão corporal.
Já Santo Antônio da Patrulha registrou 26 ameaças, um estupro e 17 lesões corporais, enquanto Xangri-Lá contabilizou 14 ameaças e 10 lesões.
Os números refletem o cenário da violência de gênero na região e reforçam a necessidade de políticas públicas de prevenção, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores.




