O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional a proposta de salário mínimo de R$ 1.717 para 2027. O valor integra o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), apresentado nesta quarta-feira (15), e representa um aumento nominal de 5,92% em relação ao piso atual.
O reajuste segue a política de valorização que considera a reposição da inflação medida pelo INPC, estimada em 3,06% para o período, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, neste caso, o de 2025. No entanto, o cálculo está limitado pelas regras do arcabouço fiscal, que estabelece um teto de crescimento real das despesas públicas de até 2,5% acima da inflação.
Além da projeção para 2027, o governo também apresentou estimativas para os anos seguintes. O salário mínimo pode chegar a R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Os valores, no entanto, são preliminares e devem ser revisados anualmente conforme o cenário econômico.
A política atual de reajuste do salário mínimo foi retomada em 2023, após um período sem aumento real. A regra combina a inflação do ano anterior com o desempenho da economia, buscando preservar o poder de compra dos trabalhadores. Com a inclusão do mínimo nos limites do novo arcabouço fiscal, aprovado em 2024, o crescimento real passou a obedecer às restrições de gastos públicos.
O salário mínimo impacta diretamente milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de programas sociais, além de influenciar despesas públicas e o consumo das famílias em todo o país.




