O Sistema Único de Saúde passou a disponibilizar o teste rápido para diagnóstico da dengue em unidades de saúde de todo o país. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde e publicada no Diário Oficial da União, ampliando o acesso ao exame na rede pública.
O teste rápido NS1 já pode ser realizado em ambulatórios de postos de saúde e hospitais, sendo indicado para pacientes de todas as idades com suspeita da doença. A solicitação pode ser feita por diferentes profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem.
A principal vantagem do novo exame é a possibilidade de diagnóstico precoce. O método detecta a presença de uma proteína do vírus da dengue nos primeiros dias de infecção, antes mesmo da resposta imunológica do organismo, o que permite identificar a doença mais rapidamente em comparação aos testes tradicionais de sorologia.
Com o resultado em poucos minutos, os profissionais de saúde conseguem monitorar de forma mais ágil a evolução do quadro clínico, identificando sinais de alerta, como risco de agravamento e desenvolvimento de formas mais graves da doença. A medida também contribui para o fortalecimento da vigilância epidemiológica, com maior precisão no acompanhamento da circulação do vírus.
O exame é realizado a partir de uma pequena amostra de sangue, coletada com um furo na ponta do dedo, sem necessidade de preparo prévio, como jejum. Apesar da rapidez, o teste não substitui a avaliação médica e não identifica o tipo específico do vírus nem infecções anteriores.
A oferta será gratuita na rede pública. Já na rede privada, o teste pode ser encontrado em farmácias, com custo médio de cerca de R$ 40.
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta de início súbito, dores de cabeça intensas — especialmente atrás dos olhos —, dores musculares e articulares, cansaço extremo, náuseas, vômitos, manchas na pele e dor abdominal. A orientação é que, diante desses sinais, a população procure atendimento em uma unidade de saúde.




