Mais de 9,4 mil estudantes da rede estadual do Rio Grande do Sul avançaram de ano em 2025 mesmo com reprovação em até quatro disciplinas, por meio da política de progressão parcial. A medida, implementada no ano passado, impactou cerca de 1,5% dos alunos matriculados e já apresenta reflexos nos índices educacionais.
De acordo com dados da Secretaria Estadual da Educação, o mecanismo reduziu a taxa de reprovação. Sem a regra, o índice chegaria a 6,7%, mas com a progressão parcial caiu para 5,2%. Ao todo, 9.472 estudantes foram beneficiados.
A política permite que o aluno seja considerado aprovado, desde que cumpra atividades de reforço no ano seguinte nas disciplinas em que não atingiu o desempenho mínimo. O modelo substitui, com adaptações, o antigo sistema de dependência.
A maior adesão foi registrada no Ensino Médio, onde 5.423 estudantes avançaram com a medida. Nesse nível, a taxa de reprovação caiu de 10,1% para 7,8%. Já no Ensino Fundamental, 4.049 alunos utilizaram o mecanismo, com reprovação final de 3,6%.
A progressão parcial foi adotada em 815 das 2.299 escolas estaduais, o equivalente a cerca de um terço da rede. A iniciativa tem como objetivo reduzir a evasão escolar e garantir continuidade na trajetória educacional, especialmente entre alunos em situação de vulnerabilidade.
A política segue confirmada para o ano letivo de 2026 e deve influenciar indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que considera, entre outros fatores, as taxas de aprovação.
Especialistas apontam que o impacto nos índices exige análise cuidadosa, já que a medida altera o fluxo escolar. A efetividade da política dependerá da recuperação das aprendizagens por meio de acompanhamento pedagógico ao longo do ano seguinte.




