A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou, nesta terça-feira (3), a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra o advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa, 41 anos. Com a decisão, ele passa à condição de réu por estupro, cárcere privado e violência psicológica contra 10 mulheres. O processo tramita em segredo de Justiça.
A decisão foi proferida pelo juiz Sergio Fernando Tweedie Spadoni, do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Porto Alegre. A denúncia reúne 12 fatos que teriam ocorrido entre 2013 e 2025.
Conrado foi preso na segunda-feira (2) e teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia realizada no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp). A preventiva foi determinada pela desembargadora Naele Ochoa Piazetta, da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que considerou a gravidade dos crimes e os impactos social e pessoal das acusações.
O advogado já havia sido preso em setembro do ano passado durante as investigações, mas foi solto menos de um mês depois por decisão judicial. A nova prisão decorre de recurso apresentado pelo Ministério Público. Na semana anterior, a Justiça havia indeferido pedido de prisão formulado com base em representação da 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, responsável pelo inquérito.
A defesa informou que contesta a legalidade da prisão preventiva e afirmou ter protocolado documentos para rebater os fatos narrados na denúncia. Os advogados declararam que estão adotando medidas judiciais para buscar a revogação da custódia cautelar.
Até o momento, não há data definida para julgamento.




