A Corsan intensificou a fiscalização de ligações irregulares de esgoto no Litoral Norte do Rio Grande do Sul com o uso de fumaça não tóxica nas redes coletoras. A ação ocorre em Torres, Capão da Canoa, Xangri-Lá e Tramandaí e seguirá nas próximas semanas, em horário comercial e sem atividades em dias de chuva.
O objetivo é evitar o extravasamento de esgoto doméstico nas vias públicas e garantir o funcionamento adequado do sistema de esgotamento sanitário. As redes cloacais são projetadas exclusivamente para receber dejetos domésticos. Quando há ligação indevida com a rede pluvial — destinada à drenagem da água da chuva — ocorre sobrecarga no sistema, podendo provocar mau cheiro, retorno de esgoto para imóveis, rompimentos de tubulações e impactos ambientais.
O método utilizado, conhecido como fumacê, consiste na aplicação de fumaça não tóxica nas caixas de inspeção da rede cloacal. A saída dos vapores indica pontos com conexões irregulares. Quando constatadas, os proprietários são notificados e têm prazo de até 60 dias para regularização. Após esse período, é realizada nova vistoria.
Segundo a Companhia, a fiscalização ocorre durante todo o ano, aliada a ações de educação ambiental em comunidades. Programas como De Olho no Óleo, Saúde Nota 10, Afluentes e Portas Abertas orientam a população sobre o uso correto do sistema e o descarte adequado de resíduos.
A Corsan reforça que redes cloacal e pluvial têm funções distintas: enquanto a primeira direciona resíduos às estações de tratamento, a segunda escoa água da chuva para rios, lagoas e o mar. A utilização inadequada, além de comprometer a infraestrutura, representa risco à saúde pública e ao meio ambiente.




