O Rio Grande do Sul registrou 17.555 ocorrências de golpes virtuais em 2025, média de 48 casos por dia, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O número representa aumento de 7,9% em relação a 2024, quando foram contabilizados 16.274 registros, uma alta de 1.281 casos em um ano.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes têm dinâmicas variadas, mas seguem dois padrões principais: uso de dados vazados para abordar vítimas diretamente e divulgação de ofertas ou serviços inexistentes para induzir pagamentos. A orientação é interromper o contato suspeito e buscar sempre os canais oficiais de empresas e instituições.
Entre os golpes mais recorrentes está o do “falso familiar”, em que criminosos se passam por parentes que teriam trocado de número e pedem dinheiro via Pix. Também são frequentes fraudes envolvendo falsas centrais de atendimento bancário e falsos gerentes, que solicitam senhas ou transferências sob pretexto de bloquear transações.
Outros esquemas comuns incluem o falso advogado, que cobra taxas para liberar valores judiciais inexistentes; falsos leilões de veículos ou imóveis; promoções e prêmios fraudulentos; e golpes com investimentos que prometem lucro rápido por meio de plataformas fictícias.
A emissão de boletos e tributos falsos também está entre as principais ocorrências, assim como o chamado “golpe dos nudes”, que envolve extorsão após troca de imagens íntimas. Já o phishing utiliza links falsos para capturar senhas e dados bancários.
As autoridades recomendam desconfiar de contatos urgentes, não compartilhar códigos ou senhas, verificar CNPJ e autenticidade de sites e ativar mecanismos de segurança, como autenticação em dois fatores. Em caso de suspeita, a orientação é registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente a instituição financeira.




