O Litoral registrou, em janeiro, a cesta de alimentos mais cara do Rio Grande do Sul, segundo dados do Boletim de Preços Dinâmicos, divulgado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual. Impactada pela alta temporada, a região superou pela primeira vez a Serra, incluindo a Região das Hortênsias, no ranking histórico de preços.
O valor médio da cesta no Litoral chegou a R$313,15, cerca de 8% acima da média estadual, que ficou em R$289,83. Em relação a novembro, o custo na região teve aumento de 7%. A cesta mais barata do Estado foi registrada no Jacuí Centro, com preço médio de R$273,62. A diferença entre a região mais cara e a mais barata alcançou 14,4%.
Apesar do aumento no Litoral, o levantamento aponta que, no conjunto do Estado, o preço médio da cesta de alimentos apresentou queda de 0,48% em janeiro na comparação com dezembro. No acumulado dos últimos 12 meses, a retração é de 1,54%.
Entre os grupos de produtos analisados, aves e ovos apresentaram a maior queda no mês, com recuo médio de 8,36%. O preço do ovo caiu 12,7%, com média de R$8,72 o quilo, enquanto a coxa de frango teve redução de 9,6%, sendo vendida a R$8,99 o quilo. Óleos e gorduras também registraram baixa, com destaque para o óleo de soja, que caiu 12,4% e passou a custar, em média, R$7,70 o litro.
Por outro lado, o grupo das hortaliças teve alta de 2,2%. O maior aumento foi do chuchu, que dobrou de preço e chegou a R$7,99 o quilo. Brócolis e repolho também tiveram elevação significativa.
Os dados são calculados com base nas Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e) e refletem os preços pagos pelos consumidores em 80 itens de maior consumo no Estado, com recorte por regiões.




