O dólar fechou, nesta segunda-feira (9), no menor patamar em 21 meses, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) atingiu um novo recorde histórico. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,188, com queda de 0,62%, e o Ibovespa avançou 1,8%, alcançando 186.241 pontos.
O recuo do dólar ocorreu ao longo de todo o pregão, chegando a operar próximo de R$ 5,17 durante a tarde. Mesmo com leve ajuste no fim do dia, a moeda manteve a trajetória de baixa. Este é o menor valor desde maio de 2024. Em 2026, o dólar já acumula desvalorização superior a 5%.
No mercado acionário, o desempenho positivo foi puxado principalmente por ações de bancos, empresas do setor de petróleo e mineradoras, que têm grande peso no índice. Com isso, o Ibovespa superou novamente seu recorde, reforçando a tendência de valorização observada desde o início do ano, com alta acumulada superior a 15%.
O movimento foi influenciado pelo cenário internacional. Dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumentaram as expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o que tende a reduzir a atratividade do dólar. Além disso, o fortalecimento do iene japonês e a movimentação em outras moedas também pressionaram a divisa norte-americana.
Outro fator relevante foi a recomendação do governo da China para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Como o país asiático é um dos maiores detentores desses papéis, a sinalização de diversificação das reservas impactou o mercado global.
O ambiente mais favorável aos países emergentes também contribuiu para a valorização do real e para o desempenho positivo da bolsa brasileira, movimento que pode seguir influenciando o câmbio e os mercados financeiros nos próximos meses.




