A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta semana um alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. O comunicado reforça a necessidade de prescrição e acompanhamento médico, diante do aumento de notificações de eventos adversos no Brasil e no exterior.
Entre os medicamentos citados estão dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Segundo a Anvisa, embora os riscos já constem nas bulas, houve crescimento no número de relatos, o que motivou o reforço das orientações de segurança.
O principal alerta envolve o risco de pancreatite aguda, que pode evoluir para formas graves, inclusive com desfecho fatal. A agência destaca, no entanto, que não houve alteração na relação entre risco e benefício, mantendo-se a avaliação de que os benefícios terapêuticos superam os possíveis efeitos adversos quando utilizados conforme as indicações aprovadas.
Dados da Anvisa apontam que, entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos no país, além de seis casos com suspeita de óbito. Em junho de 2025, a agência determinou a retenção da receita nas farmácias, com prescrição em duas vias e validade de até 90 dias, como forma de reduzir o uso fora das indicações autorizadas.
A Anvisa orienta que pacientes procurem atendimento médico imediato em caso de dor abdominal intensa e persistente, especialmente se irradiar para as costas e vier acompanhada de náuseas e vômitos, sintomas compatíveis com pancreatite. Profissionais de saúde devem suspender o uso diante de suspeita e confirmar o diagnóstico antes de qualquer retomada do tratamento.
O alerta também reforça a importância da notificação de eventos adversos no sistema VigiMed, para o monitoramento contínuo da segurança desses medicamentos no país.




