A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão para avançar nas investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. A apuração trata de suspeitas de maus-tratos que teriam sido praticados por adolescentes e de possível coação de testemunhas por adultos ligados ao caso.
Orelha, um cachorro de cerca de 10 anos que era cuidado coletivamente por moradores e comerciantes da região, desapareceu em meados de janeiro. Dias depois, foi encontrado gravemente ferido e agonizando em uma área próxima ao bairro. Encaminhado a uma clínica veterinária, o animal não resistiu à gravidade das lesões e precisou ser submetido à eutanásia.
As investigações indicam que ao menos quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento nas agressões. Parte deles foi alvo das diligências realizadas pela Delegacia de Proteção Animal, com apoio da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei. Durante a operação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia para auxiliar na reconstrução dos fatos.
Além dos atos contra o animal, a polícia também apura a atuação de três adultos suspeitos de tentar interferir no andamento do processo, por meio de intimidação de testemunhas. Esses investigados, familiares dos adolescentes, foram identificados ao longo da apuração e tiveram seus endereços incluídos nos mandados de busca.
O caso gerou forte comoção em Santa Catarina, com protestos, mobilização de entidades de proteção animal e ampla repercussão nas redes sociais. O Ministério Público acompanha as investigações, que seguem sob sigilo em razão do envolvimento de menores de idade. Concluído o inquérito, o material será encaminhado à Justiça para definição das medidas cabíveis.




