FIERGS defende novo modelo de concessão da Malha Sul com foco em integração logística e modernização

Foto: Divulgação

O Sistema FIERGS defendeu a adoção de um novo modelo de concessão para a ferrovia Malha Sul, cuja atual operação pela Rumo Logística se encerra no início de 2027. A proposta, apresentada em reunião nesta terça-feira (20), em Porto Alegre, aponta a parceria público-privada como estratégica para modernizar a infraestrutura ferroviária, integrar o modal aos portos e ampliar a competitividade da indústria do Sul do país.

O debate reuniu representantes dos governos federal e estaduais e destacou a situação crítica da malha ferroviária no Rio Grande do Sul, que hoje conta com apenas 921 quilômetros em operação, muitos deles subutilizados ou em condições precárias. A federação avalia que a nova concessão precisa prever investimentos compatíveis com o atraso acumulado, modernização tecnológica, melhoria do material rodante e maior integração com rodovias, hidrovias, polos de carga e terminais portuários.

Para o setor industrial, a logística ferroviária é considerada essencial, especialmente em uma região com forte vocação exportadora e distante dos principais centros consumidores do país. A deterioração da Malha Sul, segundo a entidade, afeta diretamente a indústria, o agronegócio, o comércio e a eficiência dos portos, além de sobrecarregar o sistema rodoviário.

O tema também foi associado ao processo de reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes, com ênfase na necessidade de requalificar a infraestrutura e retomar a conexão ferroviária do estado com o restante do país. Representantes do Paraná e de Santa Catarina relataram desafios semelhantes, reforçando a importância de uma solução integrada para os três estados do Sul.

Do lado do governo federal, foi apresentado o cronograma da nova concessão da Malha Sul. O corredor gaúcho, com cerca de 880 quilômetros, deve ter edital lançado em setembro e leilão previsto para dezembro. A concessão terá prazo de 35 anos, com previsão de investimentos de R$ 2,8 bilhões e capacidade de transporte de até 5,7 milhões de toneladas por ano, com possibilidade de aporte de recursos da União.

O encontro reforçou a avaliação de que o fortalecimento das ferrovias é urgente para garantir o escoamento da produção nacional e sustentar o crescimento econômico do Sul do Brasil.

Redação TV Litoral

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