Argentina fecha 2025 com menor inflação em oito anos, apesar de instabilidade política

Foto: Reprodução

A Argentina encerrou 2025 com inflação acumulada de 31,5%, o menor índice em oito anos, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado representa uma queda expressiva em relação aos 117,8% registrados em 2024 e é o menor patamar desde 2017.

Apesar do desempenho anual, a inflação mensal voltou a acelerar em dezembro, alcançando 2,8%, acima dos 2,5% de novembro. Foi o quarto mês consecutivo de alta no indicador mensal. Ao longo de 2025, os preços oscilaram, em média, entre 2% e 3% ao mês, com sinais de aceleração gradual a partir de maio.

A desaceleração mais intensa da inflação ocorreu em 2024, primeiro ano do governo do presidente Javier Milei. Desde que assumiu, em dezembro de 2023, o governo promoveu um amplo ajuste econômico, com forte contenção de gastos públicos, paralisação de obras federais, suspensão de repasses a províncias e retirada de subsídios em serviços essenciais, como energia, transporte e água. As medidas resultaram em aumentos pontuais de preços no início da gestão, mas contribuíram para o controle inflacionário ao longo do tempo.

No campo social, a pobreza atingiu 52,9% da população no primeiro semestre de 2024, recuando para 31% no mesmo período de 2025. Paralelamente, o país registrou superávits fiscais consecutivos e recuperação parcial da confiança dos investidores.

O segundo semestre de 2025, porém, foi marcado por instabilidade política, após denúncias envolvendo a secretária-geral da Presidência, Karina Milei. O episódio teve reflexos econômicos e eleitorais, incluindo a derrota do governo na eleição da província de Buenos Aires.

Após o pleito, houve forte reação negativa dos mercados, com desvalorização do peso argentino, que chegou ao menor valor histórico frente ao dólar. A situação começou a se estabilizar após acordo de swap cambial com os Estados Unidos, no valor de até US$ 40 bilhões, medida que reforçou as reservas internacionais e ajudou a conter a volatilidade no fim do ano.

Redação TV Litoral

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