Mesmo com reforço anunciado na fiscalização, o trânsito irregular de venezuelanos e mercadorias por rotas clandestinas segue ocorrendo de forma constante na fronteira entre Brasil e Venezuela, no município de Pacaraima, em Roraima. A movimentação acontece a poucos metros da BR-174, principal acesso oficial entre os dois países, onde há controle do Exército Brasileiro.
Enquanto os veículos são abordados na rodovia federal, motociclistas, carros e até caminhões utilizam trilhas de terra abertas em área de mata para entrar no território brasileiro sem passar por qualquer fiscalização. Algumas dessas rotas começam ao lado de um posto das Forças Armadas venezuelanas e seguem até áreas urbanas de Pacaraima, contornando os pontos de controle oficiais.
Em um intervalo de cerca de 30 minutos, foi registrado o deslocamento de diversos motociclistas transportando produtos como botijões de gás, combustível e alimentos, além da circulação de veículos de passeio. Relatos indicam que, em dias anteriores, caminhões também teriam utilizado os mesmos acessos ilegais. As trilhas acompanham marcos físicos que delimitam a fronteira entre os dois países.
A situação ocorre em meio à crise econômica e social enfrentada pela Venezuela, que continua impulsionando o deslocamento de pessoas e mercadorias em direção ao Brasil. No início da semana, o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva esteve no local, presenciou o fluxo irregular e determinou o aumento da vigilância por parte das tropas.
Apesar da orientação para intensificar o monitoramento, o tráfego clandestino seguia ativo na área, evidenciando os desafios enfrentados pelas autoridades brasileiras para coibir a circulação ilegal na extensa e de difícil acesso fronteira norte do país.




