A presença de mosquitos no entorno do Lago Braço Morto, no Centro de Imbé, está relacionada às características naturais da área e não representa risco de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Vigilância Ambiental, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com o órgão, o lago é um ambiente natural, com vegetação nativa, áreas úmidas e grande sombreamento, condições que favorecem a ocorrência de espécies como o Culex, conhecido como mosquito comum, além de outros insetos de perfil silvestre. Esses mosquitos fazem parte do equilíbrio ecológico e são esperados em locais com esse tipo de formação ambiental.
A Vigilância Ambiental ressalta que o mosquito Aedes aegypti, transmissor das principais arboviroses urbanas, não é encontrado no lago. Isso ocorre porque a espécie se prolifera, predominantemente, em recipientes artificiais com água parada, como pneus, caixas d’água, vasos e outros objetos comuns no ambiente urbano, cenário diferente do encontrado na área natural do lago.
Mesmo sem risco relacionado ao Aedes aegypti, a recomendação para quem frequenta o Lago Braço Morto é adotar medidas preventivas contra mosquitos, como o uso de repelente, especialmente nos horários de maior atividade dos insetos, além de optar por roupas claras que cubram braços e pernas e evitar permanência prolongada em locais muito úmidos.
O departamento também informou que os pneus existentes no local são mantidos furados para impedir o acúmulo de água e que há aplicação regular de larvicidas como medida preventiva. O monitoramento do Aedes aegypti segue sendo realizado de forma contínua em todo o município.
Segundo a Vigilância Ambiental, a presença de mosquitos comuns em áreas naturais não está associada ao risco de arboviroses, mas a população deve manter cuidados básicos e colaborar com ações de prevenção em áreas urbanas.




