Um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio, assassinada em 2010 em um dos crimes de maior repercussão do país, foi localizado em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. A informação foi confirmada por autoridades consulares e pela mãe de Eliza, Sônia Moura. O Itamaraty já foi comunicado oficialmente sobre o achado e aguarda análise para definir os próximos encaminhamentos.
Eliza Samudio tinha 25 anos quando desapareceu e foi morta no Brasil, após acionar a Justiça para que o ex-goleiro Bruno Fernandes reconhecesse a paternidade de seu filho. O crime resultou na condenação de Bruno e de outros envolvidos por homicídio, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi localizado.
De acordo com o Consulado, o documento foi encontrado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Lisboa, em uma área de uso comum, e entregue às autoridades brasileiras na última sexta-feira (2). O material foi imediatamente comunicado ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.
Informações preliminares indicam que se trata de um passaporte autêntico, sem registro de segunda via, com carimbo de entrada em Portugal datado de 2007. Não há, no entanto, registro oficial de saída do país europeu. Eliza retornou ao Brasil anos antes de ser assassinada, mas não há confirmação pública sobre o meio utilizado para esse retorno, levantando hipóteses como perda do documento ou uso de autorização especial.
Sônia Moura informou que foi avisada sobre a localização do passaporte, mas afirmou que só irá se manifestar após análise mais detalhada do documento com apoio jurídico.
Até o momento, não há indicação de que o achado altere o entendimento jurídico do caso, que já teve trânsito em julgado. Ainda assim, a descoberta reacendeu a atenção pública sobre a história, quase 16 anos após o crime que marcou o noticiário nacional.




