A colisão frontal entre uma carreta e um ônibus intermunicipal deixou 11 pessoas mortas e ao menos 12 feridas na manhã de sexta-feira (2), no quilômetro 491 da BR-116, em Pelotas, sobre a ponte do arroio Corrientes. O acidente é um dos mais graves registrados recentemente na rodovia e segue sob investigação da Polícia Civil.
Conforme apuração inicial, a carreta transportava areia destinada às obras de manutenção da própria BR-116 e trafegava no sentido Capital–Interior. Ao se deparar com uma fila de veículos parados em razão do sistema “pare e siga”, implantado após a interrupção de uma das pistas por outro caminhão, o veículo invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com o ônibus, que seguia de Pelotas para São Lourenço do Sul. Com o impacto, a carga de areia caiu sobre o coletivo.
As 11 vítimas fatais estavam no ônibus. Elas tinham idades entre 34 e 85 anos e eram, em sua maioria, moradores de São Lourenço do Sul e Pelotas, além de vítimas de Bagé, Candiota e do município de Oriximiná, no Pará. Das 27 pessoas que viajavam no ônibus, apenas cinco saíram ilesas.
Os feridos foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro Regional de Pelotas. Três seguem internados em unidades de terapia intensiva, enquanto os demais já receberam alta. O motorista da carreta sofreu ferimentos leves e teve resultado negativo no teste do etilômetro.
A Polícia Civil instaurou inquérito e trata o caso, inicialmente, como homicídio culposo. A investigação aguarda a conclusão dos laudos técnicos da Polícia Rodoviária Federal e do Instituto-Geral de Perícias, que devem esclarecer a dinâmica do acidente e eventuais responsabilidades. O prazo legal para conclusão do inquérito é de até 30 dias, já que não há réu preso.
O trecho da rodovia, embora duplicado, vinha operando em pista simples devido às obras na ponte, e estava devidamente sinalizado no momento da colisão, segundo a concessionária que administra a via.




